sábado, 24 de fevereiro de 2018

A rua como espaço de cultura

A rua é, ao mesmo tempo, o espaço do encontro e do abandono. Quando as pessoas voltam a ocupar os espaços públicos, muitas vezes já degradados e entregues ao descaso, enfrentam essa ambiguidade. As atividades culturais em espaços públicos, ou seja, estes como lugares de encontro são fundamentais. É necessário que o espaço urbano seja ocupado pelas pessoas, tanto melhor se for por artistas, desta forma possibilitando o acesso à cultura, democratizando a produção de arte. As manifestações artísticas em praça pública passam a desenvolver uma prévia comunicação com o que temos de melhor nas cidades, as trocas entre o público e os artistas são inerentes às manifestações culturais de rua, pois ocupam as áreas comuns das cidades, além de promover a convivência e a participação das pessoas, o artista encontra nas praças, viadutos e outros espaços urbanos, o palco para se fazer conhecer. São grupos de teatro, de dança contemporânea e street, grupos de palhaços, hip hop, malabares, músicos, e performers.

Os espaços de arte urbana como arte de rua, ou da arte urbana como lugar de  expressões de muitas visões, estão se transformando, cada vez mais, pois tais manifestações vêm demonstrando sua importância também para a integração social nas cidades. Os benefícios que a arte no espaço público trazem começam a ser mais reconhecidos, inclusive pelo poder público. Hoje, você consegue reconhecer que é melhor um lugar, como viadutos, sendo usado por pessoas, iluminados, com pinturas nas paredes através dos grafites, criando uma arte integradora entre a população e os artistas. O espaço público com fins públicos, para a arte popular.

Desde os anos 1970 artistas jovens das grandes cidades foram construindo momentos e ações interessantes de aproximação com o espaço público. Hoje, tanto em cidades brasileiras como em cidades de outros países, as cenas de arte urbana ligadas aos jovens e aos espaços públicos tornaram-se mais respeitadas pelo sistema da arte embora historicamente elitizado e importado(sugestão) e do poder público. Mesmo que ainda vistos como alternativos ou até marginais atualmente são mais bem entendidas pelo público, pela academia, pelas galerias de arte e pelo poder público. Os artistas e seus trabalhos tornaram-se melhor conhecidos, entendidos. Além disso, o público se acostumou a conviver com esse tipo de arte. É muito importante, para qualquer reflexão sobre esse assunto, lembrar que não estamos falando do artista, não estamos falando da arte, não estamos falando do mercado, estamos falando do público. Os transeuntes estão sendo convidados a participar cada vez mais, com isso vai se formando um público, e é justamente esse um grande momento, em que a gente vê a arte acontecendo nos ambientes públicos e a população absorvendo essas propostas.

Um dos aspectos mais importante e fundamentais é que o poder público está começando a perceber a importância da ocupação cultural na maioria das cidades, inclusive em alguns momentos apoiadas, mas sabemos que essas manifestações no Brasil ainda são  bem novas, ainda há a tendência de um crescimento significativo do movimento. A arte pública, a arte urbana, pode ser muito bem usada para a revitalização de espaços urbanos degradados, como vemos em cidades de Nova Iorque, Barcelona, Cidade do México, Buenos Aires e Santiago.

Uma questão, porém, é a falta de estudos na produção de dados, ainda são poucos os estudos produzidos sobre a questão e as informações disponíveis ainda não são suficientes para construir políticas efetivas, o contrario, há que se ter políticas publicas de incentivo a cultura popular para que haja levantamento de dados...vc deve conhecer a legislação a respeito q foicriada na Bolívia, onde os grupos de artistas reebem um incentivo financeiro do governo para sua criações e em troca devem mostrar o livro de assinaturas dos presentes, inclusive eles tem espaço em dias e horários específicos nos teatros para suas apresentações custeadas pelo governo. Um equívoco recorrente são as ações que envolvem a construção de mega espaços de cultura que, por fim, acabam não conseguindo de fato integrar-se à comunidade. É a ideia antiquada de que você vai lá e constrói um centro cultural bem grande e, por si só, o trabalho está feito. A gente sabe que isso não existe, podemos problematizar o que é feito com a cultura popular e o que é feito para a cultura popular, impondo "padrões do fazer" e ser aceito típico de espaços levados às comunidades, pois não dialoga, não são espaços dialógicos ou falta muito pra isso....Outro equívoco estaria relacionado aos grandes eventos que, pontuais, não contribuem para, de fato, construir mudanças positivas nas regiões em que são realizados.
Ver bons shows e tudo o mais é uma excelente experiência, mas não se sustenta no sentido de que não deixa nenhum legado para o lugar, não constrói nada no lugar. Mostra um bairro que está sendo demolido, mas é um flash, é uma luz que acende e apaga. É preciso levar benefícios permanentes para esses lugares.

Um bom exemplo são os centros culturais, espaços que conservam, difundem as artes e expõem testemunhos materiais produzidos pelo homem. No Brasil, há 2.500 centros culturais, de acordo com dados da Fundação Nacional de Arte (FUNARTE) temos entre museus, teatros e bibliotecas, que mantêm acervos e exposições. Entre os principais teatros do Brasil estão o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, inaugurado em 1909, e o Teatro Municipal de São Paulo, que abriu suas portas dois anos depois. As galerias são espaços amplos, normalmente com várias salas, que expõem e às vezes vendem obras de arte.

O Centro Cultural Banco do Brasil-CCBB do Rio de Janeiro, também disponibiliza ambientes exclusivos direcionados para a cultura. E por fim temos as casas de cultura que reúnem diversas atividades e manifestações artístico-culturais em um só espaço, como música, teatro e literatura, além de muitas vezes promover oficinas e cursos ligados às artes e contar com bibliotecas. Para finalizar, a diferença destes centros culturais com o espaço público e como estes espaços ainda são poucos e ainda marginalizam a cultura popular... uma forma de democratizar seria ter mais destes espaços e geridos com participação dos artistas populares. 

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Residência - Máscaras de Veneza

Ateliê artista Lilian Castro. 
Produção carnavalesca das tradicionais máscaras de Veneza.






Nesta unidade de informação

Imaginar a prática jornalística no ambiente da cibercultura é um desafio para todos nós, afinal, o jornalismo é um dos meios possíveis de se trabalhar com a informação, isto é, de propor a produção de notícias. As redes sociais, blogs e fóruns foram acessados por 39,3 milhões de pessoas no Brasil. Entre os que navegam na rede mundial de computadores, com idades que variam de 12 a 24 anos, 38% assistiram a alguma novela, filme, reality show, evento esportivo ou seriado na internet, em vez de usar o televisor ou o rádio. As potencialidades da Internet exploradas pelos ciberjornais (sites noticiosos/jornalísticos) e de informação geral de âmbito nacional e internacional são muitas, criando um ambiente de possibilidades com grande aproveitamento.

A expansão do Jornalismo pode estar na internet, apesar de sofrer uma inflexão no seu crescimento, o Facebook foi o serviço mais utilizado, sendo acessado por 30,9 milhões de usuários. O Twitter, atingiu a marca de 14,2 de usuários únicos no país. Portanto o somatório de todos eles com uma capacidade de interação muito maior e real, esse quadro aumenta a possibilidade de trocas comerciais também, o efeito da publicidade cada vez mais global, vemos o exemplo de alguns sites que já pedem contribuições de um dólar para seu financiamento, essas ações vem obtendo certo sucesso, e isto poderá ser uma boa saída econômica para algumas as empresas jornalísticas ou plataformas de informações, que deverão especializar profissionais dentro do ambiente digital no país.


Fontes:

Grupo de Pesquisa em Ciberjornalismo – CIBERJOR - Universidade Federal do Mato Grosso do Sul - www.ciberjor.ufms.br - ciberjornalismo.ufms@gmail.com  - acesso em 15/11/14

PESQUISA F/RADAR. 7.ed. abril 2010. Acesso em: http://www.fnazca.com.br/wp-content/uploads/2010/11/fradar-7.pdf. Acesso em 29 de outubro de 2011.

PESQUISA IBOPE NIELSEN ONLINE. Março de 2011. Acesso em: http://www.ibope.com.br. Acesso em 29 de outubro de 2011.

http://www.brasilescola.com/informatica/cyberpunk.htm - acesso em 14/11/14

Oficina e Cases em Jornalismo: Administração de Empresas Jornalísticas
Parte I e II - Conteudista Prof. Esp. Luiz Carlos Messias da Silva - Uniara/Araraquara, 2014.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Breve História da Dança de Salão

Dança de salão refere-se a diversos tipos de danças a dois, executadas por um casal de dançarinos, dançando juntos. As danças de salão são praticadas socialmente, como forma de entretenimento, e competitivamente, como Desporto. São designadas, de modo amplo, como danças de salão qualquer modalidade de dança social a dois. No Brasil, algumas danças de salão são muito populares, entre elas: o forró, o samba de gafieira, o soltinho, o bolero, o tango, o zouk, a lambada, a salsa. Algumas danças de salão foram criadas no Brasil, como, por exemplo: o forró, o samba de gafieira, o maxixe, entre outras.

A dança de salão tem origem nos bailes das cortes reais européias, tomando forma na corte do Rei Luís XIV, na França. É possível que o abraço lateral venha do fato de que, na época, os soldados carregavam a espada no lado esquerdo, como é mostrado nas imagens de Il Ballarino, de Fabrittio Caroso. Também era evidente a postura clássica, ereta e com o torso fixo, como no balé, que tem a mesma origem.

A dança de casal foi levada pelos colonizadores para as diversas regiões das Américas, onde deu origem às muitas variedades, à medida que se mesclava às formas populares locais: tango na Argentina, maxixe, que deu origem ao samba de gafieira, no Brasil, a habanera, que deu origem a diversos ritmos cubanos, como a salsa, o bolero, a rumba.

Nos Estados Unidos, o swing surgiu de grupos negros dançando ao som de jazz no início dos anos vinte. As primeiras danças criadas foram o charleston e o lindy hop. Essas deram origem a vários outros tipos de danças americanas, como o jitterbug, o balboa, o west coast swing e existe uma versão brasileira semelhante ao swing chamada soltinho.

No Brasil, sete ritmos são os mais praticados, tanto nos bailes quanto nas escolas especializadas, sendo eles: bolero, soltinho, samba, forró, lambada/zouk, salsa e tango.

O jornalismo e as formas de poder

Diversos debates mostram que esse é um tema na qual devemos ter bastante atenção, devido as diferenças que existem entre a produção jornalística e os interesses envolvidos por dentro desse conteúdo, portanto, devemos distinguir e apresentar as formas como são apresentadas as notícias pelos meios de comunicação, seja na forma de sua abordagem e ênfase, sabemos que se dão através dos grandes veículos de comunicação existente. Atualmente grandes corporações de mídia exercem muita influência no poder e na política, e é sabido que se apresentam a partir de diversos interesses sejam de publicidade ou mesmo ideológico, é fato que essas grandes corporações e empresas de comunicação influenciam não só as pessoas, como governos.


Do outro lado vemos o profissional de jornalismo, que se encontra cada vez mais entre tomadas de decisões difíceis em relação a produção da notícia de forma isenta, mas que na verdade em muitos casos estão sendo colocadas em segundo plano, principalmente se tratando da mídia empresarial, pois nessa imprensa corporativa vem se sobrepondo os interesses de questões privadas ou mesmo do mercado da publicidade que financiam essas empresas, como venda dos espaços no jornal ou na televisão, expressada pela opinião dos editores.

Ao mesmo tempo em que vivenciamos esse cenário, estamos vendo também uma grande transformação na comunicação, como o trabalho de jornalistas alternativos e independentes que mesmo pressionados por essas razões fazem um belo trabalho,  levando em conta a insenção dessa produção jornalística fazendo trabalhos excelentes, levando em conta a linha editorial do veículo independente, a partir disso podemos ver uma produção mais séria levando a verdade dos fatos sem manipulação ou edição prévia, sem esquecer também o lado do jornalista que busca novas referências, principalmente apresentados na mídia alternativa,mas também, em parte da imprensa, impulsionado principalmente pela internet, é presente a visão dos profissionais comprometidos com o bom jornalismo.

Portanto, o jornalismo pode sim exercer uma função de poder e de influência sobre as pessoas, mas não vejo que tenha condições de ser o quarto poder,  como disse o jornalista Domingos Meirelles em entrevista concedida à Rede Record de Televisão, fica para nós como exemplo e síntese dessa análise.

"A imprensa tem papel muito importante, mas não é esse quarto poder que se aprende nas universidades. Ela faz parte do poder e gravita em torno. Cabe ao jornalismo e ao jornalista ter um lado." - (Jornalista Domingos Meirelles).

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